O título deste livro define bem o seu conteúdo: trata-se de uma conversa de pai. Um pai que se desnuda de seus pudores, despe-se de suas máscaras do cotidiano e abre o coração para seus filhos. É uma conversa franca, sincera e necessária. Certamente, é a conversa que muitos pais gostariam de ter com seus filhos.

Luiz Schettini incorpora a figura concreta do pai, presente em sua corporalidade e afetividade, defrontando-se com as suas demandas subjetivas, a partir de sua percepção como modelo identificatório de seus filhos.

Ao apresentar-nos o pai na linha do tempo, o autor define a paternidade como um processo em transformação. Através dos seus ‘pai do passado’, ‘pai do presente’ e ‘pai do futuro’ transita entre valores novos e arcaicos e demonstra, de forma singela, que ser pai é estar em constante evolução. Aprende-se a ser pai, exercendo a paternidade. As experiências advindas do exercício da função paterna transformam o ser humano e aperfeiçoam o homem. Nesse sentido, o livro é uma verdadeira lição de humanidade.

Com muita sutileza, o autor resgata a importância da presença paterna no processo de desenvolvimento e criação de filhos. As muitas mudanças que se constatam na organização familiar na contemporaneidade trouxeram uma diversidade de rearranjos e, conseqüentemente, mudanças nas relações que estruturam a vida em família. Nesses rearranjos, freqüentemente, o pai perdeu o seu espaço, exercendo um papel indefinido e distante ou, até mesmo, ausente, na crianção e educação dos filhos.

É notório que vivenciamos atualmente a geração de filhos que apresenta a maior falta de pais que já houve na história. Faz-se necessário trabalhar para a reversão desse quadro.

É imprescindível que se ressalte a importância da presença paterna na vida das crianças, para um desenvolvimento emocionalmente equilibrado. Se não pode estar fisicamente presente, o pai precisa fazer-se presente de outras formas, ou estar representado em outras figuras masculinas.

‘Conversa de pai’ nos mostra claramente o quanto a figura de pai, enquanto referência e modelo identificatório, é fundamental para a estruturação psíquica dos filhos” (Suzana Sofia Moeller Schettini, Psicóloga Clínica).

Sumário

  • Apresentação
  • Uma espécie de carta
  • O pai do passado
  • O pai do presente
  • O pai do futuro
  • Em tempo
  • Destaques

    As pessoas são como jóias expostas em uma vitrine. É verdade, que umas têm mais destaque que outras. Há as que têm maior presença, enquanto outras passam quase despercebidas. Há, no entanto, um aspecto em que são iguais: todas são de ouro. Nisso não diferem.

    Lembrem que o presente é sempre novo e, por vezes, surpreendente. Esta é, provavelmente, a representação mais saudável da vida: encarar cada instante com a profundidade do inexaurível e viver cada experiência como se fosse a última ou como se nunca fosse acabar.

    Quando o meu futuro for perdendo a cor de futuro para dar lugar às formas do presente eu o sorverei com intensidade e até sofreguidão, antes que se torne um passado com cara de arquivo. Farei com o meu futuro o que não consegui fazer com o meu presente.



    Clique aqui


    Outros livros de Luiz Schettini Filho:

    Pedagogia da adoção: criando e educando filhos adotivos
    Educar com afeto: do nascimento aos 6 anos
    Compreendendo os Pais Adotivos
    Adoção - Origem, Segredo e Revelação
    Carão com Carinho
    A Criança de 6 a 10 Anos na Família e na Escola
    AMOR perdido de AMOR
    Compreendendo o Filho Adotivo
    Doce Adoção
    AMOR perdido de AMOR (Espanhol)
    O amor nosso de cada dia
    Como melhorar a Concentração da Atenção
    A coragem de amar
    O Amor Que A Gente Sente
    CD Relações Afetivas entre Pais e Filhos
    CD Filhos por Adoção
    CD Ensinando os Limites
    Conversa de Pai
    ADOÇÃO: Os vários lados dessa história
    A Coragem de Conviver