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O título deste livro define bem o seu conteúdo: trata-se de uma conversa de pai. Um pai que se desnuda de seus pudores, despe-se de suas máscaras do cotidiano e abre o coração para seus filhos. É uma conversa franca, sincera e necessária. Certamente, é a conversa que muitos pais gostariam de ter com seus filhos. Ao apresentar-nos o pai na linha do tempo, o autor define a paternidade como um processo em transformação. Através dos seus ‘pai do passado’, ‘pai do presente’ e ‘pai do futuro’ transita entre valores novos e arcaicos e demonstra, de forma singela, que ser pai é estar em constante evolução. Aprende-se a ser pai, exercendo a paternidade. As experiências advindas do exercício da função paterna transformam o ser humano e aperfeiçoam o homem. Nesse sentido, o livro é uma verdadeira lição de humanidade. Com muita sutileza, o autor resgata a importância da presença paterna no processo de desenvolvimento e criação de filhos. As muitas mudanças que se constatam na organização familiar na contemporaneidade trouxeram uma diversidade de rearranjos e, conseqüentemente, mudanças nas relações que estruturam a vida em família. Nesses rearranjos, freqüentemente, o pai perdeu o seu espaço, exercendo um papel indefinido e distante ou, até mesmo, ausente, na crianção e educação dos filhos. É notório que vivenciamos atualmente a geração de filhos que apresenta a maior falta de pais que já houve na história. Faz-se necessário trabalhar para a reversão desse quadro. É imprescindível que se ressalte a importância da presença paterna na vida das crianças, para um desenvolvimento emocionalmente equilibrado. Se não pode estar fisicamente presente, o pai precisa fazer-se presente de outras formas, ou estar representado em outras figuras masculinas. ‘Conversa de pai’ nos mostra claramente o quanto a figura de pai, enquanto referência e modelo identificatório, é fundamental para a estruturação psíquica dos filhos” (Suzana Sofia Moeller Schettini, Psicóloga Clínica). Sumário As pessoas são como jóias expostas em uma vitrine. É verdade, que umas têm mais destaque que outras. Há as que têm maior presença, enquanto outras passam quase despercebidas. Há, no entanto, um aspecto em que são iguais: todas são de ouro. Nisso não diferem. ![]() Outros livros de Luiz Schettini Filho: |