Amor perdido de Amor (As relações afetivas na família) é uma reflexão sobre o amor perdido, o amor que nos foi negado, o amor que rejeitamos e suas conseqüências na atualidade e no futuro da nossa vida. É também uma reflexão sobre como poderemos viver perdidos de amor pela vida, por nós e por tantas pessoas quantas possamos alcançar.

Só existe uma forma de interferir nesse futuro: é modificar e viver o presente amorosamente.

O livro apresenta os seguintes capítulos:

Amor perdido.

  • O fenômeno amoroso
  • Amor e ausência
  • Perdas e donos
  • Separação e superação
  • Perda e perdão
Perdido de amor
  • Feito de afeto
  • Amar é coisa de amador
  • Pais e amor
  • Coragem de amar
  • Amem! Amém.

Destaques:

"No amor, o que valoriza a decisão não é a consciência de ter escolhido o apropriado, mas a certeza de que todas as outras possibilidades não se comparam à escolha que fizemos".

"Na relação entre pais e filhos, portanto, o grande problema torna-se, no seu aspecto mais primitivo, a dificuldade da prática do amor. A incapacidade de amar é a degenerescência da vida. E a vida sem amor é um morrer sem morrer".

"Dificilmente seremos felizes sem alguma interação com outras pessoas. A felicidade é muito mais coletiva que individual".

"Nunca seremos inteiramente felizes se as pessoas que têm uma siginificação afetiva para nós também não o forem".

"As perdas não são apenas perdas; são, muitas vezes, condições para ganhos, que seriam imperceptíveis sem sua experienciação. Não se trata de uma atitude conformista, mas de uma constatação prática quando ultrapassamos o momento crítico da dor de ter perdido. Há conquistas que nunca existirão se não forem precedidas de perdas. Sabemos que jamais chegaremos à idade adulta se não nos desvencilharmos de determinadas características infantis. (...) será a nossa resposta às perdas que determinará o que alcançaremos no futuro."

"É preciso, no entanto, percebermos que dar amor não significa uma ação de sacrifício. Se nos sentirmos sacrificados ao dar amor a alguém, com certeza, deveremos rever a qualidade desse amor. O sacrifício exige de nossa parte uma privação e isso não condiz com a natureza do amor, pois as dádivas de amor são acréscimos e não perdas ou limitações."

"Somos feitos de afeto. A prática da vida, no entanto, nos dá a entender que desconhecemos esse fato. Isso, provavelmente, decorre de termos aprendido a ver o mundo apenas como aquilo que está fora de nós. Deixamos em plano secundário, ou, simplesmente, à margem, a imensidão do mundo da nossa interioridade. O que está dentro de nós é o que dá sentido ao que está fora."

"Podemos, às vezes, questionar o amor que temos pelo outro, duvidar de sua solidez e até da sua autenticidade. Quem já não foi assaltado por essas interrogações? A vida nos ensina, entretanto, que a segurança de que amamos o outro se comprova quando o incluímos em nossos projetos significativos de vida. Não precisamos ter medo da dúvida; ela serve para filtrar as impurezas das nossas expressões afetivas. "

"Criamos o mundo enquanto vivemos. É o processo de viver que organiza o ambiente em que a vida acontece. Isso significa que somos responsáveis por parte da qualidade de nossa vida, porque somos também uma parte do ambiente em que estamos. A atitude, a crença, a incredulidade, o desejo ou a inércia modificarão o ambiente em que se desenvolverá a vida que elaboramos para nós e para os outros."

"Amar exige de nós coragem para fazer e deixar de fazer. Coragem para fazer o bem ao outro e coragem para renunciar ao que a ele desagrada. É nesses momentos de decisão que afirmamos o nosso amor. Ao decidir por uma alternativa, estamos deixando todas as outras para trás. A coragem não está apenas em fazer a escolha do objeto do nosso amor, mas em deixar todos os outros amores que ficarão à margem da nossa vida. No amor, o que valoriza a decisão não é a consciência de ter escolhido o apropriado, mas a certeza de que todas as outras possibilidades não se comparam à escolha que fizemos. "



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